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Até que ponto faz sentido separar os problemas amorosos das queixas sexuais?

Foto do escritor: Dra. EglacySophia
Dra. EglacySophia
18 de ago.
1 min de leitura

Enquanto escrevia um capítulo de livro sobre o impacto dos problemas amoroso-sexuais na sexualidade, uma pergunta voltou a me acompanhar…


Até que ponto faz sentido separar os problemas amorosos das queixas sexuais?


Na prática clínica, essa divisão nem sempre existe.


Por exemplo, um paciente com ciúme patológico pode acreditar que seu principal problema seja o medo constante da infidelidade da parceira. No entanto, seus comportamentos de insegurança, controle e violência psicológica frequentemente comprometem a confiança na relação e, consequentemente, o desejo sexual da parceria.


Da mesma forma, pessoas com amor patológico podem buscar relações sexuais ou exigir constantes demonstrações de intimidade não por excesso de desejo, mas pelo medo do abandono e pela necessidade de manter uma relação fusional.


Esses exemplos me fazem pensar que talvez ainda estejamos subestimando o impacto que os problemas amorosos exercem sobre a vida sexual.


Isso não significa que toda queixa sexual tenha origem relacional. Aspectos biológicos, hormonais, psiquiátricos e socioculturais continuam sendo fundamentais para compreender a sexualidade humana.


Por outro lado, compreender a sexualidade humana talvez exija compreender, também, a qualidade dos vínculos amorosos.


Afinal, quando o sofrimento se instala no relacionamento amoroso, é difícil imaginar que seus efeitos permaneçam restritos apenas à vida amorosa.


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